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Sexta, 18 de Abril de 2014

Como escolher e criar uma corn snake

imageCorn Snakes

Como criar uma cobra do milho - Elaphe* guttata (ou Corn Snake

Corn snakes ou cobras do milho são geralmente dóceis, relativamente fáceis de manter, e não ficam muito grande. São exímias fugitivas e demandam um terrário trava na tampa. A corn snake é uma boa opção para os iniciantes no hobby e é bastante atraentes pela vasta gama de cores e padrões, resultado da reprodução seletiva.

As serpentes do milho são nativas do sudeste dos Estados Unidos e são ativas principalmente à noite, ao entardecer e amanhecer. As cobras do milho estão intimamente relacionados com rat snakes (também pertencem ao gênero Elaphe). Às vezes, as serpentes do milho são também chamados de serpentes de rato vermelha, principalmente a variação amelanistic (falta da cor marrom ou preto). 

Considerações
Tamanho: as cobras do milho atingem quando adultas de 1,5 a 1,8 metros

Longevidade: vivem de 15-20 anos, às vezes mais.

Custo: as serpentes são relativamente baratas, mas lembre-se há um custo significativo para investir no equipamento apropriado.

Alimentação: as cobras são carnívoras, o que significa que os proprietários devem estar preparados para fornecer presas (neste caso, ratos) para alimentá-la.

Terrário: cobras do milho não têm necessidades habitacionais elaborados, mas devem estar em um recinto à prova de fuga.

Questões legais: não se esqueça de verificar a legalidade dos animais exóticos em sua região.

Terrário

É recomendado que um terrário de um espécime adulto tenha 75 cm de comprimento, 30 cm de largura e 30 cm de altura, mas o ideal seria ter pelo menos 100 cm de comprimento, 50 cm de largura e 50 cm de altura, o que permite à cobra mais espaço para se exercitar. Quando filhotes devem ser mantidas em um faunário forrado com papel toalha ou jornal

Aquecimento

Para conseguir a temperatura desejada no terrário, entre 24º a 28º graus, é geralmente usado um tapete de aquecimento, ligado a um termostato. Embora não seja necessário pode-se também usar lâmpadas de aquecimento como as de cerâmica ou mesmo uma lâmpada normal, embora esta tenha mais possibilidade de fundir, tenha cuidado ao escolher a lâmpada, pois corns snakes são noturnas. Não deixe a lâmpada dentro do terrário sem a proteção devida para a cobra. O contato direto entre a lâmpada e o animal pode causar queimaduras.

Dieta

Recomenda-se para a alimentação das cobras bebês um pinkie á cada cinco dias. Já as cobras adultas deve-se alimentar apenas uma vez por semana.

Existem dois tipos de alimentos para as cobras: ratos congelados ou vivos. É recomendado utilizar o alimento congelado, uma vez que o alimento vivo pode ser difícil conseguir e representa um perigo para a cobra no caso de ataque. Além disso, o rato congelado fica estocado no congelador facilmente disponível.

Quando a cobra rejeita a comida pode ser devido a muda da pele, evite alimentá-la por alguns dias. Veja se a cobra apresenta os olhos enevoados (azulados). Caso isso ocorra, deixe-a mudar primeiro de pele e depois tente novamente alimentá-la.

Troca de Pele

As cobras trocam de pele a cada mês ou dois meses. Se a cobra apresenta algum ferida física, irá fazer o ciclo de muda de pele mais rápido para reparar os "danos". É fácil notar quando a cobra começa a mudar a pele, uma vez que os olhos tornam-se enevoados e azulados. 

De três a cinco dias, a cobra irá fazer a muda de pele e a cor dos olhos voltará ao normal.  Se a cobra for mantida num terrário com boas condições, com pedras ou troncos onde ela se possa roçar para retirar a antiga pele, então o animal não irá ter dificuldades em fazer a muda. 

Neste período é recomendado o aumento da humidade do terrário, que pode ser feito borrifando água. O objetivo é deixar a humidade a 75%, o que facilita a muda da pele da cobra. Caso o animal não faça a muda por inteiro e fique com pedaços agarrados, pode-se mergulhar a cobra em água morna, entre os 24 e os 28º C.

Temperamento

São cobras mansas, dificilmente atacam mas não é recomendável abrigar dois exemplares no mesmo terrário. Curiosas, são verdadeiras mestres em fugir do terrário: conseguem passar por buracos muito pequenos e até mesmo abrir a tampa do terrário, empurrando-o.

Os donos inexperientes perdem mais cobras desta espécie devido a fugas do que morte por doença. Certifique-se de que o terrário é à prova de fuga.

Variações de Cor

Cores

  • Normal, ou selvagem – Maioritariamente laranjas com linhas pretas que envolvem manchas mais escuras que percorrem todo o corpo da cobra. Existem dois tipos de variações regionais de cor em estado selvagem: Okatee e Miami.
  • Okeetee– As cobras com esta coloração encontram-se sobretudo na Carolina do Sul. Têm uma intensa cor laranja com manchas vermelhas rodeadas por uma linha preta grossa.
  • Miami – Apresentam manchas vermelhas, sobre um fundo mais pálido, acizentado.
  • Amelanística – Sem capacidade de reproduzir o pigmento preto, estas cobras apresentam o mesmo padrão que o tipo selvagem e na mesma as cores vermelhas e laranjas. É uma das variações mais antigas. Uma cobra albina vermelha foi capturada em 1953 na Carolina do Norte e deixou descendentes em 1959.
  • Aneurística – Ao contrário da amelanística, são as cores vermelha e laranja que são ausentes. É uma espécie de Cobra do Milho a preto e branco: o fundo é cinzento e as manchas são pretas. Os exemplares adultos desenvolvem marcas amarelas na cabeça (Tipo A). Existe um outro tipo, o Tipo B, em que isso não se verifica.
  • Hipomelanísticas – Com uma reduzida capacidade de produção de melanina, as cobras têm laranjas e vermelhos mais vivos e pretos reduzidos. A primeira cobra com esta coloração foi encontrada em 1984.

Padrões

Além de várias cores, a Cobra do Milho apresenta também vários padrões que podem ser combinados com muitas das variações de cor descritas acima.
  • Motley – As manchas surgem fundidas de forma irregular.
  • Striped – Em vez de manchas, a cobra apresenta riscas que cobram todo o corpo.

Combinações

Ao cruzar cobras com variações de cor diferentes obtém-se exemplares com um determinada mutação.

  • Snow – (Amelanística e Aneurística A) Estas cobras são predominantemente brancas com manchas rosa pálido. Quando atingem a maturidade geralmente desenvolvem marcas amarelas na cabeça.
  • Blizzard - (Amelanística e Aneurística B) São cobras completamente brancas, onde o padrão é quase imperceptível.
  • Ghost – (Hipomelanísticas e Aneurística A) – São cobras onde o vermelho e o laranja foi substituído por cinzentos, castanhos sob um fundo mais pálido.

Ao escolher uma cobra, um exemplar de cativeiro sempre é a melhor opção. Procure por um animal com olhos claros, sem cortes ou arranhões, sem sinais de ácaros ou carrapatos, com narinas limpas, e que esteja em alerta e passando a língua rapidamente. 

* Há uma controvérsia na literatura taxonômica sobre a troca do gênero para Pantherophis, (Utiger et al. (2002) Russian Journal of Herpetology 9(2): 105–124) mas isso foi rejeitado por Crother et al. in (2003) Update. Herp. Rev. 34: 196-203. O Comitê Internacional para Nomenclatura Zoológica não endossou a troca para Pantherophis, assim o nome correto continua sendo Elaphe.

Atenção - A criação de corn snakes não é regularizada no Brasil.
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