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Quarta, 22 de Outubro de 2014
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Filtros
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TÓPICO: Filtros

Filtros 3 anos, 6 meses atrás #299

  • Fernando77
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Filtros Internos

Estes são os filtros projetados para funcionar inteiramente dentro do aquário. Seu custo é normalmente baixo e apresentam uma boa eficiência em relação à potência consumida. São de utilização bastante prática, normalmente de porte pequeno, mas costumam interferir com a estética do ambiente, além de tomarem parte do espaço do aquário. Relatos de “acidentes” com este tipo de filtro, onde ocorre a reintrodução na água aquário de parte dos detritos retirados anteriormente e armazenados nos elementos filtrantes, fazem-nos não gostar muito da idéia básica de funcionamento dos mesmos.

Filtros de Esponja / Filtros de Canto

Os filtros de esponja ou de canto baseiam-se em fazer circular a água através de uma espuma porosa, usando uma bomba ou o borbulhamento de ar em um tubo ou caixa plástica, colocados em um canto do aquário (de onde deriva o seu nome). O fluxo de água através da esponja propicia o crescimento de uma colônia de bactérias responsáveis pela neutralização da amônia e nitrito dissolvidos na água.

Este é um tipo de filtro bastante primitivo e econômico, que pode ser útil em pequenos aquários tais como aquários de quarentena, hospitais, criatórios, etc., pois pode ser fácil e rapidamente construído, com custos mínimos.

Sua capacidade de filtração, porém, é reduzida em relação a outras opções, motivo pelo qual aconselhamos seu uso apenas em situações “emergenciais”. Tem os inconvenientes de ocupar espaço interno no aquário e requerer manutenção freqüente, durante as quais não se deve fazer a troca de todo o material filtrante para preservar pelo menos parte da colônia de bactérias.

Filtros Biológicos de Fundo (FBF) / Undergravel Filters

Este tipo de filtro constituiu a “primeira geração” dos filtros biológicos para aquários. Considerados hoje obsoletos pelos aquaristas mais experientes, eles ainda se encontram à venda nas lojas do comércio aquarista por todo o país. Tem como principais aliados para sua sobrevivência o baixo custo e a ignorância dos que estão iniciando no aquarismo, sobre suas limitações e sobre as vantagens de outros tipos de filtros.

O FBF é um filtro interno, constituído basicamente por uma camada de placas perfuradas (uma grade), em material plástico colocada no fundo do aquário, sobre a qual é colocado cascalho (obrigatoriamente de granulação elevada). Uma ou mais das placas possui uma torre de saída, à qual é conectada uma bomba que, agindo por sucção, faz com que a água circule através da camada de cascalho, passando pela grade para a parte inferior do aquário de onde será aspirada pela bomba e lançada de volta para a parte “superior” do aquário.

Os filtros FBF contam essencialmente com a capacidade de tratamento biológico das colônias de bactérias que se formam no substrato, para o tratamento da água do aquário. Pouca ou nenhuma ação de filtração mecânica oferecem, uma vez que a granulometria do cascalho é bastante elevada, não sendo capaz de reter matéria em suspensão.

A situação do aquário se complica quando a montagem envelhece, pois a tendência do FBF é acumular matéria orgânica entre o cascalho e a parte inferior das placas, tornando-se, com o passar do tempo, verdadeiros “circuladores de sujeira” incorporados ao aquário. Como se isso não bastasse, desativar um FBF não é tarefa das mais agradáveis, uma vez que essa operação implica em desmontar e refazer todo o setup do aquário.

Sistema Jaubert de Filtragem

Também denominado sistema Plenum, sistema Mônaco ou sistema NNR (Natural Nitrate Reduction), é utilizado em aquários marinhos. Este sistema tem uma aparente semelhança ao FBF (por utilizar o mesmo tipo de placas), mas possui algumas modificações importantes. Desenvolvido e patenteado pelo Dr. Jean Jaubert em 1995, o Sistema Jaubert, como ficou conhecido, é formado essencialmente da seguinte maneira:

Em um aquário, colocam-se as placas de filtro de fundo, com uma ou duas placas com torre de sucção (dependendo do tamanho do aquário), sobre as placas é colocada uma tela de nylon e a seguir uma camada de cascalho fino de Halimeda e/ou cascalho de Coral, contendo aragonita, com uma espessura de 3 a 4 cm (ou mais, dependendo do porte do aquário).

Com a ajuda de bombas conectadas às torres das placas, a água é circulada por cerca de uma semana de modo a propiciar a formação de colônias de bactérias, devendo-se a seguir retirar as bombas e fechar as aberturas das torres de sucção das placas.

A seguir, sobre o cascalho, deve ser colocada uma segunda tela de nylon, sobre a qual é colocada uma segunda camada de cascalho (pode ser mais grosso) do mesmo material, também com a espessura de 3 a 4 cm (ou mais).

Relativamente fácil de montar, e de custo muito acessível, este filtro foi bastante utilizado até recentemente. Ultimamente porém, vem caindo em desuso e sendo substituído por opções modernas mais eficientes e fáceis de controlar (ver Filtro Skimmer).

Filtros Externos


Como o seu nome genérico implica, esta categoria de filtros funciona externamente ao aquário, sendo a água circulada através dele e de volta ao aquário por um processo qualquer (gravidade, bombeamento, etc.).

Existe disponível no mercado uma grande variedade de tipos, tamanhos e modelos de filtros desta categoria, de diversos fabricantes, além de podermos também encontrar facilmente na Internet, uma grande quantidade de projetos FVM/DIY (Faça Você Mesmo/Do It Yourself), de excelente qualidade, com ótimos resultados finais e custos normalmente bem inferiores aos dos equipamentos comerciais.

A opção de uso entre os filtros comerciais e os montados envolve essencialmente considerações de custo, espaço, estética, tempo disponível, flexibilidade de uso, tendência pessoal, etc. A qualidade final dos resultados obtidos é perfeitamente equivalente, obtendo-se montagens bem equilibradas tanto usando-se filtros comerciais como filtros montados.

De nossa parte, sempre que o aspecto estético o permite, damos preferência aos projetos montados por considera-los mais flexíveis e adaptáveis a novas circunstâncias, associados a custos significativamente inferiores aos produtos de mercado. Porém, utilizamos também em várias montagens, equipamentos comerciais com excelentes resultados.

Filtros Externos de Pendurar / Power Filters

Este tipo de filtro funciona “pendurado” em uma das paredes do aquário (fundo ou lateral). Ele consiste basicamente em uma estação de bombeamento que aspira água do aquário por meio de um tubo nele mergulhado, forçando sua passagem através das seções de material filtrante existentes em seu reservatório. A água, após filtrada, retorna ao aquário por uma calha existente na parte superior do filtro, tal como uma cascata, a qual serve também como suporte para a fixação e apoio do filtro no aquário.

São bastante práticos e eficientes, prontos para uso imediato, necessitando apenas uma rápida montagem, que consiste essencialmente em encaixar peças conforme o modelo do filtro. Sua eficiência porém, faz com que seja necessário observar um certo cuidado em relação à aspiração que, sendo bastante forte pode facilmente sugar alevinos, ou mesmo pequenos peixes para o interior do filtro.

Para evitar esse risco, recomendamos bloquear a entrada do tubo com uma tela de nylon de modo a proteger os peixes menores, embora esta providência prejudique um pouco a eficiência do filtro. Existem no mercado diversas boas opções deste tipo de filtro, que apresentam algumas variações quanto às suas características mais importantes, tais como: - Possibilidade (ou não) de regulagem do fluxo d’água (volume de filtração/hora); - Diferenças de nível de ruído operacional; - Potência elétrica consumida; - Facilidade de obtenção dos materiais de reposição originais; - Maior ou menor custo dos materiais de reposição originais; - Possibilidade (ou não) de substituição dos materiais originais por equivalentes “caseiros”; - Possibilidade (ou não) de modificação do setup de filtração;

Filtros tipo Canister / Canister Filters

Seu nome deriva da palavra inglesa canister (reservatório geralmente cilíndrico para estocagem), significando que esta categoria de filtros consiste basicamente em um reservatório onde ficam contidas as seções filtrantes. As seções podem ser acomodadas em bandejas ou prateleiras no caso de filtros com fluxo vertical, ou em seções separadas por divisórias, nos filtros com fluxo horizontal.

Semelhantes em “filosofia” aos filtros de pendurar, mas com um dimensionamento mais avantajado, alguns destes filtros possuem bombeamento incorporado, enquanto outros necessitam de uma estação de bombeamento externa (particularmente os montados a partir de projetos DIY).

Muito eficientes em sua maioria, proporcionam uma grande flexibilidade de configuração, permitindo a seus usuários modificar facilmente o conteúdo das seções filtrantes conforme a necessidade do momento. Como desvantagem podemos apresentar a maior necessidade de espaço para operar, e uma instalação mais complexa em relação aos anteriores.

Este tipo de filtro (particularmente os montados), apresentam normalmente a melhor relação custo-benefício, que, associada às suas características de flexibilidade o tornam provavelmente o preferido entre aquaricultores da atualidade.

Filtros tipo Copo

Este tipo de filtro é totalmente modular. Ele é formado por diversas seções filtrantes independentes conectadas entre si por tubulações. Cada uma das seções é responsável pela execução de um tipo de filtração, sendo sua manutenção bastante facilitada, pois podemos atuar em qualquer das seções do filtro sem interferir nas demais.

Na prática funciona como se tivéssemos um filtro canister em que cada seção filtrante fosse isolada das demais em seu respectivo recipiente (copo). Este filtro, por sua modularidade, é altamente configurável, permitindo adicionar ou retirar elementos filtrantes a qualquer tempo, conforme a necessidade.

Seus maiores inconvenientes são o custo elevado, o maior espaço requerido para seu funcionamento, e a dificuldade de utilização de meios filtrantes alternativos, uma vez que é difícil conseguir substitutos para os cartuchos padronizados utilizados.

Filtros tipo Sump

Seu nome se baseia na palavra inglesa sump que significa local (ou recipiente) para coleta de água drenada.

Este tipo de filtro consiste basicamente em um aquário-reservatório adicional, para o qual é transferida gradualmente parte da água do aquário principal a ser tratada, que é restituída após a filtragem. Neste reservatório são colocados os elementos filtrantes em seções.

O reservatório destinado ao sump pode ser integrado ao aquário fazendo parte do mesmo por projeto de construção, ou um recipiente adicional, incorporado posteriormente a um aquário de construção comum. A transferência da água para o sump pode ser feita por meio de gravidade (transbordo) ou sifonagem do aquário para o sump, enquanto que a devolução da água é feita por bombeamento. Como regra básica o volume de água do sump deve ser de no mínimo 20% do volume total do aquário. Essa reserva adicional de água oferece a vantagem de aumentar a estabilidade do conjunto.

Este tipo de filtro apresenta como principal vantagem a facilidade de manutenção, além de um fácil acompanhamento visual da situação das seções filtrantes. Além disso a eventual administração de medicamentos e produtos químicos ao sistema é bastante facilitada por este sistema de filtração. Porém, a sua instalação nem sempre é fácil ou viável em aquários já montados pois alguns projetos de sump requerem a introdução de furos nas paredes do aquário.

Filtro de Plantas

Menos conhecida, mas nem por isso menos eficiente, é a utilização de plantas emersas como “elemento filtrante”. Utilizadas com o objetivo principal de retirar excessos de compostos contendo nitrogênio e fósforo, elas podem ser colocadas tanto diretamente dentro do aquário (pode ser inconveniente devido a problemas estéticos causados pelas raízes), como fora do mesmo, em algum recipiente que faça parte do percurso da água a ser filtrada.

Sua capacidade de absorção de nitratos é bastante elevada, tornando-se bastante úteis para o controle de algas. Além disso suas raízes servem como suporte adicional para colônias de bactérias.

Filtros tipo Wet-Dry

Também chamados de trickle filters, trata-se de um método de filtração essencialmente biológico, utilizado principalmente em aquarismo marinho. Consiste basicamente na introdução lenta (gotejamento ou aspersão) da água a ser tratada em uma coluna de material filtrante bacteriológico (contendo bio-balls), ocorrendo o processo pela atuação das bactérias em um meio aeróbico.

Dependendo do equipamento / projeto do filtro, pode haver uma pequena seção de pré-filtração mecânica antes da entrada da água na coluna de filtração. Neste processo é importante que não haja uma inundação da coluna de filtração, devendo-se prover uma boa aeração da água e das colônias de bactérias residentes nas bio-balls para que o processo aeróbico possa ter lugar.

É recomendável que a capacidade do filtro seja de pelo menos 10 % do volume do aquário, que as bio-balls sejam mantidas no escuro, e que a distribuição da água aspergida sobre as mesmas seja uniforme.

Um inconveniente deste tipo de filtro é a necessidade de mantermos as colônias de bactérias nas bio-balls sempre úmidas, sob pena de as vermos destruídas, o que torna este tipo de filtro bastante sensível a "acidentes", tais como falta de energia, quebra da bomba, etc. Nestas situações torna-se conveniente inundar temporariamente a torre de filtração para proteger as colônias de bactérias.

Filtros tipo Desnatador / Skimmer Filters

Este tipo de filtro é utilizado essencialmente em aquarismo marinho. Ele se baseia no fato de que substâncias químicas orgânicas são atraídas para a superfície de bolhas de ar. Desse modo, fazendo passar uma grande quantidade de bolhas através de uma coluna d’água, ocorre a formação de espuma contendo detritos orgânicos e substâncias químicas (arrastadas junto com as bolhas), na superfície. Ao remover esta espuma, fazemos uma excelente operação de limpeza com este procedimento simples.

Este processo só funciona bem em água com pH elevado e bastante salinidade, o que o torna específico para aquários de água salgada. Ele tem a excepcional capacidade de remover resíduos orgânicos da água antes que eles se decomponham, o que o torna um processo de excepcional valia.

O filtro skimmer é o maior responsável pela ampla difusão do aquarismo marinho a partir dos anos 90, devido à sua simplicidade e à alta qualidade da água obtida na sua utilização. A tendência atual em aquários de recifes de corais baseia-se no uso de skimmers e rochas-vivas, sem o emprego de filtros wet-dry. Esta linha de pensamento é conhecida como o “Método de Berlim”.

Um aspecto inconveniente deste filtro, na opinião de alguns, é que, juntamente com a matéria orgânica indesejável, ele também faz a “limpeza” de nutrientes e microorganismos (plâncton e bactérias) úteis ao ecossistema, de maneira indiscriminada. Seus defensores afirmam que a quantidade de matérial orgânico útil não é significativa em relação ao total removido, não chegando a perturbar o equilíbrio do sistema. Outro possível inconveniente é a liberação de odores desagradáveis, provenientes dos detritos retirados do aquário.

Filtros Desionizadores

A atuação deste tipo de filtros se baseia na absorção de íons dissolvidos, feita por certas resinas especiais.

A utilização destas resinas é relativamente recente, sendo as mesmas objeto de extensa pesquisa atualmente pelos fabricantes de equipamentos para aquários. Sua utilização é normalmente feita com o objetivo obter água mais livre de impurezas químicas para utilização em montagens que exigem manutenção mais crítica.
Última Edição: 3 anos, 6 meses atrás Por Fernando77.

Re: Filtros 3 anos, 6 meses atrás #300

  • Fernando77
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Filtros por Osmose Reversa

Este tipo de filtro é utilizado para a obtenção de água com elevado grau de pureza. Não é utilizado diretamente em aquários, mas como uma fonte de água de alta qualidade que deve ser “recondicionada” a seguir pela adição de produtos químicos destinados a produzir uma água com as características finais desejadas.

No momento não há fabricantes nacionais deste tipo de filtro, e os equipamentos e materiais de reposição dos mesmos tem atualmente um custo bastante elevado.

“Filtro” UV

Este tipo de dispositivo deveria ser mais propriamente chamado de esterilizador baseado em luz ultravioleta do que filtro, uma vez que da função conceituada como filtração no início desse artigo ele nada executa.

Sua atuação se dá através da circulação de água por um recipiente em que se encontra acesa uma lâmpada UV emitindo radiação em uma freqüência esterilizante: UV(C) ~250 Angstroms. A radiação ultravioleta mata células vivas (bactérias, algas, etc.), por meio da destruição do seu DNA, proporcionando um meio eficaz de controlar agentes patógenos.

Para que a ação da luz UV(C) seja eficaz, é necessário um tempo mínimo de exposição, com um fluxo entre 35 a 95 litros por hora por Watt, ou seja, tipicamente para uma lâmpada de 15 W o fluxo deverá estar entre 500 e 1400 litros por hora. No caso de projetos montados, como medida de segurança recomendamos adotar sempre os fluxos mínimos de modo a garantir a exposição máxima dos microorganismos do meio à radiação UV.

Problemas comuns que podem reduzir a eficiência e taxa de esterilização: - Fazer a água fluir muito rápido pelo “filtro” UV. - A obstrução da luz devido ao acúmulo de depósitos na superfície da lâmpada (processo gradual). - O enfraquecimento da luz devido à idade da lâmpada (que tipicamente tem uma vida útil de seis meses.)

ATENÇÃO !!! A mesma propriedade desta luz que mata germes pode danificar os olhos humanos, portanto cuidados especiais devem ser tomados em relação à exposição dos olhos quer direta quer indiretamente à luz UV. Além disto esta radiação também pode causar sérios danos à pele humana, desde queimaduras até câncer de pele. Seu maior perigo está em que a vítima não tem qualquer sensação física (calor) ao ser exposta, não tendo portanto qualquer "aviso" dos danos que está sofrendo.

Observação: Este tipo de filtro é pouco eficaz contra algas azuis (cianobactérias), em virtude das mesmas possuírem um tipo diferenciado de material genético que é pouco sensível à radiação UV.

Texto retirado do forum www.aquahobby.com

Segue o link para review de filtros, acho interessante para comparações:

www.aquahobby.com/b_products.php

ATENÇÃO: Filtros para tartarugas precisam ter 5x a capacidade da litragem do aquario!!! exemplo se o aquaterrario tiver 15 litros de água o filtro a ser usado precisa filtrar até 75 litros.
Última Edição: 3 anos, 6 meses atrás Por Fernando77.
Os seguintes usuários disseram Obrigado: Chris

Re: Filtros 3 anos, 6 meses atrás #302

  • Chris
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Fernando, qual destes seria mais adequado as nossas tartarugas?

E levando em conta que as tartarugas tem uma necessidade menor da pureza da água do que os peixes, mas que seria bom um método que permitisse aos peixes que oferecemos vivos as nossas tartarugas terem maior tempo de vida no aquário delas, nesse caso qual seria o melhor sistema?

Você podia colocar uns links sobre a construção de filtros caseiros

òtimo tópico, parabéns

Re: Filtros 3 anos, 6 meses atrás #305

  • Fernando77
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Realmente faltou informar isso:

Acredito que por praticidade e beneficio os mais indicados sejam os externos, especificamente esses dois:

- Filtros Externos de Pendurar / Power Filters: são ideais para os iniciantes por serem praticos e de simples manuseio.

- Filtros tipo Canister / Canister Filters: são indicados para aquaterrarios acima de 50 litros(efetivos), são mais caros porem com um desempenho superior. Deve-se prestar atenção no consumo eletrico, pois existem modelos mais baratos porem com consumo de energia superior o que no final das contas saira mais caro visto que ele funcionara 24h por dia.

Esses 2 tipos de filtros fazem a filtragem em 3 estagios:

Filtragem Mecânica - Em poucas palavras, a filtragem mecânica é a retenção num filtro das partículas sólidas em suspensão na água do aquário. A filtragem mecanica não remove directamente a amónia dissolvida na água, nem qualquer outro produto dissolvido. Quanto maior a superfície filtrante mais lenta a colmatagem (capacidade de retenção de partículas), por outras palavras quanto maior for o filtro, mais espaçada é a sua limpeza ou substituição.


Filtragem Biológica - Filtragem biológica é o termo aplicado à ajuda que se pode dar para que as colónias de bactérias transformadoras da amónia se desenvolvam.
A Natureza fornece vários tipos de bactérias que transformam a amónia em compostos progressivamente menos tóxicos. Primeiro as nitrosomonas transformam a amónia em nitritos, depois as nitobactérias, transformam os nitritos em nitratos. Ambas estas bactérias não implicam qualquer perigo e são muito abundantes na natureza. São tão abundantes que não há necessidade de as introduzir no aquário. A natureza fá-lo por nós.
Em presença de amónia e oxigénio essas bactérias multiplicam-se naturalmente, fixando-se nos vidros e equipamento do aquário, rochas, areão e até nos objectos decorativos.


Filtragem quimica- Em poucas palavras, a filtragem química é a remoção de poluentes dissolvidos na água. Esses poluentes existem a nível molecular e podem dividir-se em duas categorias: polares e não polares. O método mais comum de filtragem química é a utilização de carvão activado, que é mais eficiente com os poluentes não polares (embora retenha também os polares).Outro método eficiente é o da utilização de escumadores, os quais removem os poluentes polares, tais como produtos orgânicos dissolvidos. A filtragem química em aquaterrarios assume uma especial importância na neutralização dos químicos dos "xixis" das nossas tartaruguinhas. É utilizado também vulgarmente na aquarofilia para remover medicações.

Tambem se pode usar na filtragem quimica Resinas Deionizadoras
Desenvolvidas nos últimos anos, esses tipos de resinas acrescentam uma importante opção à etapa de filtração química, pois normalmente possuem maior capacidade de absorção e neutralização de íons do que o carbono ativado, servindo como excelentes substitutas (ou complementos) para o mesmo.
Última Edição: 3 anos, 6 meses atrás Por Fernando77.

Re: Filtros 3 anos, 6 meses atrás #312

  • pmarkes
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Oi Fernando,

Ótimo post sobre filtros, mas nem todos eles servem para tartaruga.
Para esclarecer: sistemas Jaubert e Wet-dry são para aquário marinho e já caíram em desuso.
No aquário marinho o mais utilizado é o skimmer (desnatador). O filtro de osmose reversa (RO) é também muito utilizado no marinho para água de reposição.

Os mais utilizados nos tanques de tartarugas são os internos, externos, e canister.
Cada um tem seus prós e contras.

O filtros internos tomam espaço de dentro do tanque e possibilitam que os animais subam em cima podendo interferir no funcionamento. O fluxo de água é unidirecional formando correntezas indesejáveis e para limpá-lo é necessário retirar do aquário. Em contra-partida são os mais baratos, fáceis de instalar e consomem pouca eletricidade. Pode ser encontrado na faixa de R$60-R$100

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Existe uma grande variedade de filtros externos, muitos deles feitos com projetos caseiros (DIY). Na foto aparece o filtro externo clássico encontrado com facilidade nas nas lojas de aquarismo. Esses têm a vantagem de não ocupar espaço dentro do tanque e serem mais fáceis de limpar. Preço varia de R$90 a R$120

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Os tipo canister também são externos e sem dúvida os mais eficientes pois utilizam filtragem mecânica e química através de cerâmica, propiciando um melhor resultado. A maioria dos fabricantes são do exterior o que torna o produto caro assim como o refil das mídias filtrantes. Também funcionam do lado externo com fácil manutenção. Mais caro, no Brasil encontrado de R$500 a R$600. Nos EUA, U$89. Existem também os projetos DIY
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Comprei recentemente no ebay esse filtro canister Eheim Classic (foto) para meu tanque de tigre dágua. Estou esperando chegar dos correios. Link do produto Frete para o Brasil U$49. Contando mais 60% de imposto sobre o total, saiu por R$355

É preciso deixar claro que não é obrigatório ter um sistema de filtragem em seu aqua-terrário. Se você faz trocas de água (TPAs) diárias não precisa de filtro.

O filtro UV também é indicado para qualquer aquário pois como já foi dito age esterilizando a água.
Última Edição: 3 anos, 6 meses atrás Por pmarkes.
Os seguintes usuários disseram Obrigado: Chris

Re: Filtros 3 anos, 6 meses atrás #314

  • Tunega
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Esses filtros externos tipo hang-on tem que tomar cuidado proque em aquários de tartaruga fica uma grande parte sem água, e ele vai perder muita potência pra vencer essa coluna sem água, pode ficar vazio e queimar muito fácil.
Eu sou adepto de fazer meus próprios filtros. Fui mudando de projeto em projeto, adaptando, até chegar no filtro que eu uso hoje. No meu caso, uso na caixa d'água com 4 tartarugas, o que traz uma carga de sujeira muito grande, além da terra que elas jogam na época da desova. Nesse caso eu tive que optar por fazer uma filtragem mecânica MUITO forte. A filtragem biológica é feita só no perlon mesmo (sem cerâmica, siporax ou bioballs) e tenho também filtragem vegetal (aguapés).
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O sistema é uma bombona externa à caixa, com um cano que comunica livremente, indo água da caixa pra bombona (tubo azul lá embaixo)
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O sistema de filtragem mesmo é composto por 4 (pode ser quantos quiser) canos de PVC vedados por cima, com muitos furos dos lados e com um flange embaixo pra conectar com a bomba
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Como usei 4 tubos, fiz uma cruzeta com conexões de PVC pra que a bobma puxasse a mesma coisa de cada um. Cada tubo conecta em uma ponta da cruz e a bomba no meio, puxando de todos
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Os tubos são então envolvidos com perlon, e o resultado final é esse
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Todo esse sistema fica dentro da bombona.
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A bomba (2000L/h pra uma caixa de 300 litros) puxa a água limpa de dentro dos tubos através da cruz de conexões e joga na caixa d'água. A pressão negativa suga a água suja da bombona pra dentro dos tubos. A sujeira fica no perlon que tá enrolado, e entra limpa no tubo.
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Os aguapés ficam dentro da bombona, ajudando na retirada de nutrientes.
Imagino que quem queira, pode colocar cerâmicas dentro dos tubos, pra melhorar a filtragem biológica, mas ainda não senti necessidade. Já criei lebistes, espadinhas, tilápias, acarás, pacu, matogrosso e tetra preto junto com elas e sempre ficam muito bem... até virar almoço.
Esse sistema, quando com o perlon novo, passa geralmente 45 dias sem pedir manutenção. Quando só lavo o perlon, segura por mais uns 15 a 20 dias, mas só dá pra fazer umas 2 ou 3 vezes, aí precisa trocar.
Tirando a época de postura, quando cai muita terra na água, ela fica bem limpa, dando pra ver o fundo da caixa de 60cm de altura. Quando tão botando não tem filtro que resolva, no dia que cavam fica barrento, e só clareia no dia seguinte.
Pretendo ainda colocar um lugar pra decantação antes da filtragem, pra ver se aumento a vida útil do filtro.
Última Edição: 3 anos, 6 meses atrás Por Tunega.
Os seguintes usuários disseram Obrigado: Chris, rafaellacerda99

Re: Filtros 3 anos, 6 meses atrás #318

  • Chris
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Pmarkes, voce diz que se faz trocas parciais diárias não precisa de filtros. Minha tartaruga já tem 1 ano e meio, acredito que para ela isso seja válido. Mas a dúvida é, para quem tem filhotes pequenos, bebês mesmo, é bom ficar fazendo TPAs? E nesse caso, como é o modo correto de fazer para não prejudicar os animais, em especial como eu disse, os ainda muito frágeis? Levando em conta também que muitas crianças e adolescentes possuem tartarugas, seria legal você explicar de modo simples para que possam ter facilidade de entender... muitos pais dão o animal e largam na mão de crianças, voce sabe.
Outra coisa, já que os filtros Canister são caros, acha que os externos funcionam bem?
Eu pretendo transferir minha tartaruga para uma caixa dágua em breve, no caso da caixa dágua, qual seria o filtro mais indicado, levando em consideração o maior volume de água?
Obrigada

Re: Filtros 3 anos, 4 meses atrás #872

  • Fernando77
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Olá pessoal, ao final do ano provavelmente irei comprar um aquario maior para minha tartaruga, penso algo de 200L a 250L(não decidi ainda). O filtro vai ser um canister, estou entre esses 3 modelos:

- Atman External Filter CF-3400 (até 800L): Tem o melhor preço porém é de fabricação chinesa(desculpa mas eu fico com o pé atras) e segundo o que andei lendo é dificil achar peças para reposição.

www.aquabetta.com.br/index.php?pag=detalhes&p_cod=50464

- Eheim Classic - Canister Filter 2217 (até 600L): É caro, mas a Eheim é apontada como a melhor fabricante, até gostaria de pegar o 2250 (até 1000L) mas o preço é muito alto, visto que escolhendo 2217 eu já estaria fazendo um grande esforço para comprar. Mas apesar do preço me atrai pela economia de energia.

www.aquabetta.com.br/index.php?pag=detalhes&p_cod=2217370

- Hagen Fluval FX5 (até 1500L): Comprando ele fora do Brasil(Amazon) com frete + imposto da uns de R$700,00. É claro que ele é superior aos outros filtros, mas vale a pena ter um desses para uma tartaruga apenas? Outra coisa que me preocupa nesse filtro é o consumo eletrico, ele consome 50W, para um item que vai ficar ligado 24h/dia é um consumo consideravel. Tambem li que alguns usuarios tem problemas devido a corrente que ele gera na agua. Mas isso é contornavel apontando as saidas para a parede ou canto do aquario(mas isso não prejudicaria a filtragem?).
(obs.:sei que a Amazon não entrega no Brasil, mas tenho como pedir a uma conhecido que tem parentes lá para me enviarem)

www.aquabetta.com.br/index.php?pag=detal...mp;p_cod=15561102186

Gostaria de opiniões sobre os modelos citados. Tambem aceito seguestões de outros modelos.
Descobri esse review que me deixou de olho gordo nesse Fluval-FX5:

www.ciclideos.com/eheim-2080-pro3-vs-fluval-fx5-a42.html

Se alguem tem ou teve, ou conhecerem alguem que teve ou tenha algum dos modelos citados gostaria muito de opiniões de usuarios tambem.
Última Edição: 3 anos, 4 meses atrás Por Fernando77.
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